Vodafone inaugura nova sede no Porto, projectada por José António Barbosa e Pedro Guimarães

Views: 5196

telemovel_pqOs seis quilómetros de extensão Avenida da Boavista, no Porto, ganham, a partir de hoje, mais um marco arquitectónico, com a inauguração do Edifício Vodafone, que vai concentrar os serviços desta empresa dispersos pela cidade.

De linhas arrojadas, da autoria dos arquitectos José António Barbosa e Pedro Guimarães (atelier Barbosa & Guimarães, de Matosinhos), o novo edifício é um volume de betão branco uno, alternando com áreas envidraçadas, afastado da construção pré-existente a Poente, que assume uma ruptura com o seu entorno, exibindo claramente a função para que foi concebido.

O projecto foi escolhido entre 20 propostas analisadas por um júri composto pela Administração da Vodafone, por representantes dos trabalhadores e da Câmara do Porto, e por um conselho consultivo formado por três arquitectos nacionais de referência, por transmitir “uma ideia de movimento e dinamismo que reflecte a imagem de referência da Vodafone”.

O novo edifício foi erigido num lote de 1970 m2, tem cinco pisos acima do solo, três pisos no subsolo e 19 metros de altura, numa área total de cerca 7500 m2, com capacidade para 240 postos de trabalho.

A sua construção durou cerca de dois anos e representa um investimento de 13,4 milhões de euros.

O edifício vai alojar os serviços de Vendas, Apoio a Clientes, Operações, Financeiros e Tecnológicos, incluindo um laboratório de assistência técnica a equipamentos terminais, assim como uma loja Vodafone.

Os quatro pisos superiores foram concebidos em sistema open space, enquanto o piso térreo tem, além da loja, um auditório e um refeitório. Dos três pisos do subsolo, um alojará um centro de formação, áreas técnicas, armazéns e sub-loja, enquanto os restantes dois são para estacionamento.

A ampla Avenida da Boavista, concebida no final do século XIX, arranca na Rotunda do mesmo nome e segue, em linha recta, no sentido Nascente/Poente, até à Rotunda do Castelo do Queijo, junto ao mar.

Com a emblemática Casa da Música, de Rem Kolhaas, a marcar o seu início, esta avenida dispõe nos seus primeiros 1500 metros de um conjunto de edifícios de serviços e de habitação, assim como de alguns hotéis de construção recente (menos de 25 anos).

Logo a seguir à Casa da Música estão em fase de conclusão dois grandes edifícios de escritórios (com menos de dez pisos), seguidos, um dos quais da autoria de Ginestal Machado, seguidos de, dois prédios dos anos 90, o antigo Banco Comercial de Macau, que agora aloja serviços da Administração Fiscal, e o edifício do BPI, projectado por Alcino Soutinho, misturados com complexos de apartamentos da mesma dimensão.

A partir do segundo quilómetro, está o Centro de Negócios Burgo, desenhado por Eduardo Souto Moura, com 18 pisos e 60 metros de altura, a marcar uma nova geração de edifícios de serviços e a assinalar a Boavista como o novo centro de serviços da cidade.

Os seus últimos dois quilómetros e meio são ocupados, do lado Norte, pelo Parque da Cidade, destacando-se, do lado Sul, até chegar à zona da Fonte da Moura, o curvilíneo edifício Oceanus, de 1995, desenhado por Eduardo Gil, com a maior loja da TMN na cidade no piso térreo, ao lado de lojas de artigos de luxo.

Segue-se uma sucessão de dezenas de moradias de grande luxo e palacetes, que desde o início do século XX foram sendo erguidas de ambos, qual catálogo de arquitectura representando desde a Arte Nova até ao modernismo.

Boa parte destas vivendas e palacetes foi já desviada da sua função original habitacional e adaptada ao sector terciário – entidades financeiras, clínicas, ou restaurantes de luxo.

PF.

Lusa/Fim

Comments: 0