Portalegre/Estradas: Autarca de Portalegre critica suspensão da concessão rodoviária do Alto Alentejo
Portalegre – O presidente da Câmara de Portalegre, Mata Cáceres (PSD), lamentou hoje a decisão do Governo em suspender as concessões rodoviárias que estavam previstas, nomeadamente a do Alto Alentejo que ligaria a A23 a Portalegre.
“A suspensão desta ligação para nós não é benéfica e não é a mesma coisa que suspender as outras concessões, porque aí já existem autoestradas paralelas umas às outras”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.
Com esta decisão, Portalegre mantém-se como a única capital de distrito sem uma autoestrada construída ou com obra adjudicada.
Para o presidente do município de Portalegre, a gravidade de todo este processo surge quando, noutros tempos, a cidade de Portalegre não foi “tratada de igual forma” pelos sucessivos Governos que beneficiaram as outras capitais de distrito com autoestradas.
“Isso é que eu lamento e considero que é grave Portalegre ter ficado arredada desse processo”, sublinhou o autarca.
De acordo com o autarca, a concessão rodoviária do Alto Alentejo viria a “contribuir” para o desenvolvimento da região, mas admitiu compreender a decisão governamental em suspender os projetos.
“A gravidade de toda esta situação não passa por aquilo que o Governo anunciou agora” e “até percebo o contexto em que isto é feito”, frisou.
Contactado pela Lusa, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Jorge Pais, lamentou por sua vez os critérios utilizados pelo Governo para cortar nos investimentos previstos.
“Na minha opinião não é um critério que pareça justo, uma vez que a decisão passou por continuar a desenvolver os projetos que estão em andamento e os que não estão ainda nessa fase deixam-se de fazer”, disse.
Para o responsável do NERPOR, esta decisão governamental não tem em conta as “necessidades reais” para o desenvolvimento de cada uma das regiões e para a “harmonização” dos graus de desenvolvimento do território nacional, bem como para a sua “coesão”.
“Tratam-se de critérios de oportunidade e aleatórios. Nós (portalegrenses), infelizmente estamos quase sempre remetidos para os últimos da lista das prioridades, se é que chegamos a integrar essas mesmas prioridades”, sublinhou.
No entanto, Jorge Pais espera que, num futuro próximo, o Governo “olhe para Portalegre”, para que aquela região alentejana seja alvo de um critério de “justiça” e de “lógica”.
HYT.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/Tudoben