Alentejo: Potencialidades económicas e turísticas mostradas a embaixadores da América Latina

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azeite_notÉvora – O desenvolvimento de contactos com empresas alentejanas, para negócios futuros, e um maior conhecimento das potencialidades turísticas e culturais do Alentejo foram os objetivos de uma visita de 10 embaixadores da América Latina à região.

A visita, promovida pelo Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL), em parceria com a Turismo do Alentejo, começou sábado e terminou ontem, em Évora, com reuniões entre os embaixadores e entidades locais.

O presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva, considerou à Agência Lusa tratar-se de uma iniciativa da “maior importância”, que incluiu a deslocação a vários concelhos alentejanos.

“Obviamente, há uma componente de promoção turística junto destes agentes, que são líderes de opinião, para acentuar a competitividade do Alentejo”, destacou.

Ao mesmo tempo, numa vertente mais económica, a deslocação à região deste grupo de embaixadores, de países como o Panamá, Chile, Argentina, Colômbia, Brasil, Peru ou Venezuela, “permite abrir portas à iniciativa empresarial”.

“É importante para estabelecer contactos que permitam investimentos de empresários alentejanos na América Latina e empresas desses países no Alentejo”, disse.

A fileira do azeite, em que o Alentejo é das regiões mais fortes do país, foi uma das que despertou mais interesse entre os embaixadores, afiançou Ceia da Silva.

O embaixador da Argentina em Portugal, Jorge Faurie, confirmou à Lusa que o seu país está “muito interessado” na experiência olivícola portuguesa, sobretudo no Alentejo.

“A Argentina sempre teve produção olivícola, mas muito local e mais virada para um consumo regional. Só que o azeite tem tido um crescimento global e estamos, por isso, a procurar complementaridades com as empresas portuguesas produtoras de azeite”, que permitam “dar os saltos qualitativos que necessitamos”, disse.

Portugal já possui “uma capacidade de exportação” que a Argentina “não tem”, pelo que é importante estabelecer contactos e ver, no terreno, como foram efetuados esses investimentos na fileira olivícola, acrescentou.

“Queremos juntar sinergias com produtores olivícolas portugueses para melhorar a nossa produção”, acentuou Jorge Faurie, revelando que estão em curso “contactos” com empresas do Alentejo ligadas ao setor do azeite que estão interessadas em “mercados da América Latina”.

Minerva Lara Batista, do IPDAL, enfatizou à Lusa que os países da América Latina podem oferecer “boas oportunidades de negócio” para as empresas portuguesas.

“Portugal tem uma relação muito forte com o Brasil, mas toda a América Latina tem muitas oportunidades. Depois da crise, é a única, como região, que tem possibilidades de crescimento, os governos têm muitos recursos para gastar com obras de desenvolvimento e infraestruturas”, indicou.

Daí que o IPDAL, frisou, esteja apostado e “estreitar laços entre empresários e autoridades portuguesas e os países latino-americanos”, tendo esta sido a quarta visita de embaixadores a regiões de Portugal.

RRL.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Lusa/Tudoben

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