Exposição com mais de 500 peças sobre Amália abre hoje em dois museus de Belém

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amaliaUma exposição que pretende repensar Amália Rodrigues (1920-1999) como símbolo da cultura portuguesa, com mais de 500 peças, entre objectos pessoais e obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na fadista, é hoje inaugurada em dois museus de Lisboa.

A mostra, intitulada “Amália, Coração Independente”, divide-se em simultâneo entre o Museu de Electricidade e o Museu Colecção Berardo, ambos na zona de Belém, no âmbito dos dez anos da morte da autora do célebre fado “Estranha forma de Vida”.

A iniciativa é da Fundação Amália Rodrigues em co-produção com o Museu Berardo e a Fundação EDP – Museu da Electricidade, também em parceria com o Museu Nacional do Teatro e a editora discográfica Valentim de Carvalho.

São dezenas de fotografias, cartazes, filmes, vídeos, vestidos, jóias, pinturas, recortes de jornais que retratam o universo de Amália Rodrigues “numa perspectiva viva e contemporânea”, segundo o coordenador do projecto, Jean-François Chougnet, director do Museu Berardo.

O núcleo expositivo no Museu da Electricidade irá mostrar parte do acervo da Fundação Amália, reunindo, entre outros, alguns exemplares do guarda-roupa, jóias (de cena e verdadeiras) e revistas da “rainha do fado”, que durante a carreira artística ganhou estatuto em vários repertórios, do fado à música ligeira.

Uma outra abordagem temática assenta na recriação de certos aspectos da personalidade de Amália Rodrigues ligados ao “glamour” e ao “mito”, na visão de artistas contemporâneos, como Joana Vasconcelos, Ana Rito, Adriana Molder, Leonel Moura e Francesco Vezzoli.

“Amália, Coração Independente” é hoje inaugurada primeiro no Museu da Electricidade, às 17:30, e a seguir no Museu Colecção Berardo, às 19:30, onde estará patente ao público entre terça-feira 06 de Outubro – dia em que se cumprem dez anos do falecimento – até 31 de Janeiro de 2010.

AG.

Lusa/Fim

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