Defesa: Força Aérea insiste na compra de novos helicópteros para substituir os Alouette III
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Beja – O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo, insistiu ontem na necessidade de Portugal adquirir novos helicópteros ligeiros para substituir os Alouette III, que já operam há mais de 40 anos.
A compra dos novos helicópteros, para substituir os 18 Alouette III da Força Aérea Portuguesa (FAP) que já têm um total acumulado de “mais de 300 mil horas de voo”, “já estava prevista” na actual Lei de Programação Militar mas “não foi concretizada”, lamentou o general.
Lembrando que “há 10 anos” que a Força Aérea “luta” pela substituição dos Alouette III, o general disse que “espera” que a compra dos novos helicópteros, para a Força Aérea e o Exército, “seja acordada” e “concretizada” no âmbito de uma eventual revisão da actual Lei de Programação Militar, que termina no final deste ano.
Neste sentido, no âmbito da próxima revisão daquela lei, “quando for feita e o poder político a definir”, a Força Aérea e o Exército vão “insistir” na substituição dos Alouette III, garantiu Luís Araújo.
O general falava à agência Lusa após ter presidido à cerimónia do Dia da Unidade e de rendição de comando da Base Aérea nº 11, de Beja, que ontem celebrou 45 anos e recebeu como novo comandante o coronel piloto-aviador Barros Ferreira.
Na sua intervenção, Luís Araújo defendeu que “a capacidade de a Força Aérea manter o cumprimento da sua missão passa, inevitavelmente, pela prossecução dos programas de modernização em curso e pela efectiva implementação de programas de modernização em sede da Lei de Programação Militar”.
Apesar de frisar que está “ciente das dificuldades e do ambiente de incerteza que caracteriza o tempo que vivemos”, o general mostrou-se “certo” de que “o futuro passa inevitavelmente pela modernização dos meios” da Força Aérea Portuguesa.
Além da aquisição de novos helicópteros para substituir os Alouette III, o general destacou a modernização, já em curso, dos cinco aviões Lockheed P3-C ORION da Esquadra 601 da Base Aérea-11, comprados em 2005 já desactualizados e com 20 anos.
Luís Araújo disse também que a Força Aérea Portuguesa está a estudar e “vai adoptar” a “melhor modalidade de acção” para “colmatar” o “grau de obsoletismo” e o “elevado custo de sustentação” do avião Alpha-Jet, usado na “instrução complementar de pilotagem” e “essencial para preparar os pilotos que saem do Epsilon para o F-16”.
Para “garantir a modernização da instrução complementar de pilotagem”, revelou o chefe do Estado Maior da Força Aérea, “há duas opções: ou se adquire um avião para substituir o Alpha-Jet, há vários no mercado, ou, pura e simplesmente, a preparação dos nossos pilotos que acabam o Epsilon e vão para o F-16 terá que ser feita no estrangeiro”.
“Estamos a estudar qual é a melhor solução”, tendo em vista “a relação custo, eficácia e benefício”, rematou.
LL.
Lusa/Fim